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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dois anos disso, como?

É, alguém muito indisciplinada não publicou um texto no seu blog no dia do aniversário do mesmo porque ficou com preguiça de enfrentar uma lan house. Tá, mais incompetente ainda, porque poderia ter programado o texto no blogger. Sem contar que não publica nada há quase um mês, desmotivada pela crise de personalidade.

Ou seja, esta aqui criou um blog com a intenção de gritar aos quatro ventos internéticos tudo o que tinha pra dizer, disse metade e abandonou o resto a própria sorte. O pior nem é isso, "O quê me vem à cabeça" fez jus ao nome, cada vez mas incoerente, mais íntimo e sem alcançar objetivo pré-definido. Ou seja, em dois anos eu viajei muito na maionese (alguém ainda fala isso?) e acabei destruindo meu blog...

O que fazer agora? "Mata-lo" grita minha veia assassina, mas ainda resta um pouco de compaixão no meu coraçãozinho (blah!) e não tenho coragem de sacrificar O quê me vem à cabeça assim, sem um bom motivo. Por isso, por um tempo (indeterminado) o blog ficará sem atualizações, enquanto eu atualizo meu sistema operacional, formato minha vida, eliminando todos os vírus que estão me deixando assim tão sem motivação.

Mas por enquanto, vamos comemorar o aniversário dos pensamentos malignos. Abaixo um texto gentilmente escrito pelo meu amigo Henrique Abrantes (has02.blogspot.com.br).



Natalício

Hoje o blog “O que me vem á cabeça” assume um tom de seriedade, só por hoje, colocaremos aquele terno guardado há muito tempo que só servia de moradia para as traças e o mofo. Seguiremos para a grande “festa” em comemoração ao segundo aniversário do blog. Não foram tempos fáceis e cada vez mais percebo o quanto esta função é ingrata, mas agora não é hora para lavar a roupa suja então foda-se o passado e vamos para a porra da filosofia.
O que seria o aniversário se não a confirmação de que o tempo não para, seja como for quem for ou á onde estiver o tempo te alcança, porque na verdade ele nunca se distância. Mas o tempo nos trás muito mais que simples perspectivas sensoriais e só o percebemos quando por alguma razão sentimos e necessidade de modifica-lo.
Nostalgia, voltar nunca será possível e a ínfima ilusão de uma possível regressão já nos basta. A cada ciclo de tempo nós mudamos, as espinhas se afloram e desaparecem, amadurecemos. E não poderia ser de outra forma.
Dormindo sobre pensamento que nos elevam e nos transportam para além do imaginável, sonhamos com as possibilidades não vividas, oportunidades perdidas e amores não sentidos. Como velhos a beira da morte… estamos introspectivos.
Regredir ao passado não é possível sem viver o presente, imaginar o futuro não é possível sem que haja um pingo de esperança. A morte seria o fim de tudo o que nem sabemos ao certo, essa metamorfose nos enlouquece e nos transforma. Diante de tantas possibilidades sempre ficamos tendenciados a não fazer escolha alguma e nos deixar levar pelas arestas que se formam aos nossos pés. Doentes, nos sentimos. Como de cãs, nos imaginamos. Refletimos sobre tudo aquilo que esperávamos mais que apenas esperávamos.
Nesse processo, árduo, há muitas dúvidas e uma única certeza: seja como for o tempo vai passar.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ora que ela atende!


  Não tem como evitar aquele momento pouco confortável pra não dizer desesperador do curso superior onde se encontra o temido TCC (na minha universidade hipster TGI). Neste momento qualquer tipo de ajuda é bem vinda, ainda mais se ela for sacra. A um ano a Nossa Senhora da ABNT surgia para dar uma luz nas vidas dos desamparados universitários. Com uma oração expositiva dos problemas, um visual charmoso (essa Santa não é fraca!) e muita informação, surgia o Estuda meu Filho, site muito legal do qual fui honrosamente convidada a fazer parte da equipe, e que o nome caracteriza um dos melhores conselhos da Santa, afinal sem educação não se constrói nada.
 Desde que conheci o site, lá pra meados de outubro do ano passado (admito que não lembrava a data, colei), aconteceu muita coisa, e a oração pra Santa ficou mais forte graças aos sufocos clássicos de estudantes universitários. O Estuda meu Filho hoje conta com um "time" de colaboradores, traz sempre informações pertinentes ao público estudantil, tem opinião, dicas e claro, um lado engraçado também. Possui um podcast bacaninha com temas interessantes, e está lançando seu próprio canal no Youtube!
 É aquela sensação estranha de ver aquela criancinha que você viu bebê crescendo, e andando com seus próprios passos. Então, hoje gostaria de dar os parabéns ao Estuda meu Filho, comemorar o dia da Nossa Senhora da ABNT e convidar todos os cinco leitores do O que me vem à cabeça 2.0 a ler acompanhar o Estuda meu Filho, curtir no Facebook, seguir o @AlencarBotari (culpado por toda essa história) e rezar nas noites antes das provas finais pra Santa.

*Clica na Santa pra acessar o site!
Roubei a imagem na cara dura! ~preguiça~

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Chuva de depressão: pra desanimar a volta às aulas!

  As férias são o momento ideal para pôr os neurônios pra funcionar e escrever algo decente. Mas infelizmente isso não aconteceu nas minhas. Tive o famoso bloqueio criativo ou falta de inspiração. Não que não quisesse escrever, mas tudo o que escrevia soava depressivo. O chato é que fico com a sensação de que poderia ter feito tanto, escrito tanto, discutido, refletido, mas fiquei muda na minha crise, pois sabia que qualquer palavra dita carregaria consigo toda a minha tristeza. Então, do nada no último dia de férias, me surgiu uma ideia louca de escrever uma crônica descrevendo o que foi as noites dos meus últimos quinze dias. Está bastante diferente, pra não dizer estranha, em primeira pessoa (coisa nunca feita antes) e com metáforas ainda mais "dramáticas". Apreciem:

Luz, 23:30

  Estação da Luz, plataforma um. Os trilhos são escuros e opacos como os meus pensamentos. Nem os minúsculos ratos aparecem para arrancar um sorriso bobo do meu rosto sem expressão. Embora já esteja tarde há algumas pessoas na plataforma, geralmente são os mesmos todos os dias, ainda sim é como se eu fosse a única pessoa. Camões disse em seu mais famoso poema: É solitário andar por entre a gente. Estava certo, enquanto o trem não chega, um momento de reflexão dolorida, e a conclusão de que estou sozinha. Sempre estive, mas nunca percebi.
  A frente, a plataforma central vazia, como a sensação que tenho dentro de mim. Os postes de iluminação tem as luminárias esféricas, são encantadoras bolinhas brancas.
Adiante, a plataforma tem alguns passageiros do fim do dia indo pro outro lado da cidade, nada muito diferente. Mas as paredes de tijolinho ao fundo convidam os olhos a buscarem aquela miniatura da estação em vidro, mas há sempre alguém cobrindo.
  Olho pro alto, finalmente vejo aquilo  que torna a estação tão famosa, a arquitetura do fim do século XIX. É lindo. Os portais com seus pequenos detalhes tão charmosos, ramos entrelaçados formando figuras simétricas, as paredes de de tijolo vermelho, a passarela marrom que já foi cenário de filme. Mas são as laterais, pequenas torres tão graciosas, com uma inscrição toda pomposa no topo, as letras SPR entrelaçadas. Queria um dia poder desenhá-las. São tão bonitas que me fazem esquecer das aflições, do século que vivo, da pessoa que sou.
  Mas isso é rápido, um instante e saio do sonho, me viro rapidamente e vejo o estranho relógio digital com seus números angulosos e vermelhos, tão seco, destoando completamente da estação, decepcionando quem vê o relógio da torre que aparece nos postais. Marca 23:30, hora de criança estar na cama. Mas estou aqui  olhando pro nada, ouvindo uma música deprimente e me remoendo nas  minhas amarguras. Quase sempre me culpando, amaldiçoando tudo que contribuiu para este estado caótico em que se encontra meu espírito. A ânsia de mudar, mas a incapacidade de agir.
  Lá vem o trem, estranha a sensação: não quero deixar a estação, por mais cansada, com fome e sono que esteja quero o acalanto da construção do auge do café ao banco gelado e os pensamentos ainda mais sombrios e melancólicos que a viagem de uma hora me proporcionará.




segunda-feira, 21 de maio de 2012

O passo em falso

Oooie!

  Olha quem resolveu postar de novo! Nem vou dar desculpas para minha ausência aqui, sumi porque o Twitter tava consumindo toda a energia que eu dedico a internet. Primeiro, tenho uma novidade: sou colaboradora oficial do Estuda meu Filho com direito a salário pago em jujubas, lá vou mostrar todo o meu lado cultural, é, parece que a alienada cultural aqui já não é mais tão alienada (hell yeah!).
  Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa, mais uma crônica noia escrita por mim. É, eu sei, não escrevo bem, mas me dá comichões de escrever algo quando este me vem à cabeça (ha!) e o blog é meu eu faço o que quiser. Aproveitando o gancho dá uma olhada nos novos manos à direita: o Conversa Paralela (blog tão sem foco quanto este) e o Maeister Storie's (este sim especializado em crônicas e contos).
  Tá, agora é sério, a crônica:

    Ela era criança, tinha seus oito anos e umas remanescências de bochechas. Algumas quedas por tropeços e correria e umas batidas em quinas de móveis eram seu histórico de acidentes até aquele dia.
  Sua mãe havia ido ao fundo do quintal e ela resolveu segui-la.  Numa brincadeira totalmente infantil fechou os olhos enquanto andava confiando no seu "conhecimento" do terreno. Um passo em falso no escuro e seu 
diminuto corpo despencou de uma pequena descontinuidade do terreno, caindo de costas.
    De repente não sentia mais o chão. Seu corpo flutuava e sentia-se estranhamente voando. Abriu os olhos no instante em que percebeu a falta de solo abaixo dos pés e contemplou o céu azul, bonito, acima de seus olhos. O corpo em queda, leve, porém na realidade pesado, a gravidade agindo com toda sua força no mundo concreto, material, real. Mas para ela era como voar, acima só o lindo firmamento cor de turquesa, abaixo nada que pudesse retê-la. Era lindo, surreal, fascinante. No mesmo momento percebeu o perigo da situação, seu corpo caía, e não chegava ao chão. Iria morrer naquela queda, perderia a vida por andar de olhos fechados! Vislumbrou em sua mente o curto filme de sua vida. Como boa cristã, arrependeu dos poucos pecados e agradeceu os bons momentos, tudo isso admirando o esplêndido céu. Sentia um pouco de pânico, mas tão leve, voando, como um anjo indo para o céu.

     O homem não pode voar, a natureza não concedeu asas ao ser humano. Mesmo assim, buscamos o ar, o céu, o vento contra o rosto. E é caindo que muitos sentem essa sensação, saltando de para-quedas ou mesmo no arriscado base jump. É a gravidade, força natural que nos joga contra o solo que proporciona a mente humana a subjetiva sensação de voar. Mas é esta mesma força que impiedosamente leva a vida dos que se jogam ao final.
    Sem nem conhecer essa coisas da física ela sentia a agradável sensação de voar enquanto o belo céu a assistia, ignorou a fraqueza humana da morte para sentir o gosto do ar. Fechou os olhos novamente, não por imprudência, mas despedindo-se da breve vida. Sentiu o impacto, abriu os olhos assustada, viu sobre si o mesmo céu de verão, porém o corpo não flutuava mais. Estava jogada sobre a grama alta. Ainda sem entender se havia sonhado ou morrido, movimentou-se e percebeu que estava suja de barro. No braço um ralado e um corte superficial na mão. Começou a se dar conta da queda e olhando para seu precipício percebeu que este media um pouco mais de 1,5 m e que tudo aquilo foi apenas um rápido susto. Ou para ela, um voo.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

This song saved my life (parte dois)

Como eu disse no outro post, o Simple Plan foi minha banda favorita por algum tempo, eles me abriram as portas das músicas que falam de coisas além das saudades e declarações de amor das músicas em geral. Como foi dito antes, depois de conhecê-los experimentei novas bandas, novos estilos dentro do grande conceito do rock. Hoje em dia, gosto de muita coisa, mas o nu metal é o estilo que mais me agrada. O pessoal (Bião, Polly) sempre está me apresentando coisas diferentes e eu me viciando em bandas que nem fazia ideia que existiam.

Este post tem o objetivo de explicar minhas impressões do álbum “Get Your Heart On!” do Simple Plan que foi lançado há algum tempo. A primeira impressão, a visual, me agradou bastante, a capa do CD mostra uma garota tão viciada em Simple quanto eu era, pena eu nunca tive um quarto como aquele! Não sei a ideia deles ao fazer esta capa, mas acho que é uma homenagem as fãs loucas (é, eles saíram de moda, entretanto as fãs não os abandonaram).



Vamos ao conteúdo: o disco assim como o anterior me decepcionou um pouco, porque este Simple Plan não é aquele dos dois primeiros CDs. Se você só conhece “Perfect” deles, eu explico, o primeiro álbum “No Pads, No Helmets... Just Balls” é um grito de pura rebeldia adolescente, revolta com os pais e com suas namoradas (haha).




O segundo disco “Still Not Getting Any...” (meu favorito) expande essa rebeldia para a sociedade, não são mais os pais quem oprime, mas a sociedade que não quer pessoas que não se ajustam, existe uma raiva com a vida que levam e uma vontade pulsante de mudá-la. Este é o Simple Plan que me conquistou, que tem a ver comigo.






Depois de quatro anos sem lançar nada minha vida já não era aquele poço sem fundo, e eu sentia bem menos raiva, mas ansiava por mais um brado de desespero do Simple Plan, e eis que eles me vêm com um disco romântico, pop, dançante. “Simple Plan” é um CD que gosto, como gosto de Katy Perry, não que seja parecido, no entanto é uma música agradável e divertida, porém não enquadra com minha realidade. Como a Polly certa vez observou, o Simple tinha crescido, porém nós ainda não, éramos molecas sonhadoras enquanto eles falavam de suas namoradas infiéis. Para não ser injusta posso dizer que “What If” era a música que mais se aproximava de mim com sue questionamento sobre o futuro.


Entretanto, vi minha vida mudar como as paisagens numa viagem de trem, vai aos poucos se transformando e quando se percebe a atual paisagem não tem nada a ver com a inicial. Se em 2008 eu era uma atarefada aluna do ensino médio andando com um punk e sonhando entrar em uma universidade, no ano passado eu já era uma universitária confusa andando com uma metaleira e sonhando com um emprego. E aí, o Simple volta com “Get Your Heart On!” cheio de parcerias como fazem os rappers. O álbum é ainda mais pop e romântico que o anterior, com a surpreendente “Summer Paradise” que é um reggae romântico com a participação do K’naan (o rapper que cantava a música da copa “Waving Flag”). O disco é até bom, e assim como o anterior tem uma música que eu achei mais minha cara que é “Astronaut” que é um chamado de alguém que se cansou de estar sozinho neste mundo.

Porém o título desta postagem e da anterior é uma menção à última música do CD “This Song Saved My Life” que é simplesmente a homenagem do Simple Plan as suas fãs, a música foi feita a partir de tweets de fãs que contavam como o Simple as salvou como eu de uma vida depressiva. O Simple Plan pode até ser um bando de emos, mas eles tiraram muita gente dum mundo de desesperança numa sociedade cada vez mais egoísta, onde padrões são estabelecidos e pessoas diferentes são excluídas.


Bem é isso, depois dessa viagem ao centro da Andréia, descobrindo minha vida através da música, você deve estar com raiva de mim por ser tão emo, então reaja expondo seu desprezo nos comentários!XD


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

This song saved my life (parte um)

  Sei que depois de publicar este post perderei o respeito de muita gente, mas preciso falar deles, afinal eles me salvaram. Se hoje escuto bandas como Iron Maiden e Slipknot é porque um dia eu conheci o rock, conheci essa música maravilhosa com minha BFF Polly que me apresentou o Simple Plan e abriu meu mundo (é, eu já fui bem mais limitada). Simple Plan?? Aquela bandinha emo do Canadá? É, sei que será inútil, mas para mim eles não são emos, são apenas uma banda de pop punk. Sei que a essa altura eu já perdi a consideração de metade dos meus leitores, no entanto “descubra” uma parte da minha vida e saiba por que o Simple é importante para mim.

  Fui criada numa família “interiorana”. Eu mesma nasci no interior (Rubim-MG), mas me mudei para cá aos quatro anos. Portanto quando eu era criança só escutava sertanejos (de verdade, de raiz) e clássicos da Jovem Guarda (meu pai é bem velho). Fui uma criança feliz (qualquer dia escrevo sobre minha infância) até meus 13 anos. Nessa época eu percebi que era diferente das outras garotas.
Uai, moço, mi é um trem bão dimais!

  Eu era nerd demais, incomodava as gostosas da minha classe por “brilhar” mais que elas com minhas notas e sofria um bullying infernal (me humilhavam, me xingavam). Além disso, eu não me dava bem com minhas amigas porque eu era “criança demais” para namorar (obs.: eu era a mais velha do meu grupo de amigas, mas como sempre a mais baixa). Elas não me deixavam ser eu mesma, eu queria falar de DBZ, elas queriam falar de garotos (outra obs.: eu tive uma puberdade tardia então eu estava pouco me lixando para os garotos). Isso tudo me sufocava, me maltratava. Eu tinha vontade de acabar com minha própria vida!!

O "raro" Dr. Slump nº 1
  Foi também nessa época que eu conheci a Polly, nos conhecemos enquanto liamos Dr. Slump esperando a aula de inglês XD . Ela estudava na mesma escola que eu, entretanto éramos de turmas diferentes. Porém nossa nerdice nos uniu, pois fazíamos aulas de inglês e espanhol nas mesmas turmas no sábado, entre as aulas ficávamos lendo mangás e revistas teens, e um dia eu puxei conversa. Pois veja que tínhamos tanto em comum que ela é minha melhor amiga até hoje! Foi aí que ela começou a falar de Simple Plan, e eu achei que era mais uma bandinha besta (eu tinha preconceito com rock, por causa da minha mãe, acha que rockeiro é tudo drogado), mas ainda assim resolvi escutar a tal banda que era sucesso naquele tempo (2005), a música “Welcome To My Life” estava tocando em todo lugar e a Polly me deu a letra (naquele período eu ainda estava aprendendo inglês) e eu fiquei espantada em como aquela música traduzia minha vida! Parecia que o Pierre estava narrando (com aquela vozinha ruim dele) as minhas tristezas de pré-adolescente! A partir daí comecei a buscar saber mais deles, conhecer suas músicas, e em pouco tempo já era fã.


  De certa forma o Simple Plan me mostrou que eu não estava sozinha no mundo da depressão. Que haviam pessoas de saco cheio de suas vidas infortunas, mas que estavam lá vivas, aguentando e esperando mudar sua situação um dia. Foi aí que o Simple salvou minha vida, porque eu talvez não tivesse aguentado se não tivesse extravasado minha raiva no rock (a essa altura eu já estava escutando outras bandas como o Green Day com sua amável “Boulevard Of Broken Dreams” e o Linkin Park com sua revoltadíssima “Crawling”) e tivesse me destruído com todo aquele ódio.

  Eu costumava dizer que “Welcome To My Life” era a tradução da minha vida, hoje não é mais, pois as feridas foram fechadas (mas ainda carrego as cicatrizes) e hoje eu diria que a música que me retrata é “Iridescent” do Linkin Park, que é como me sinto hoje em dia, perdida numa vida confusa, porém esperançosa, sem guardar coisas ruins dentro de mim.





  Bem, eu planejava falar de como o Simple foi ficando diferente com o tempo (foi por isso que fiz este post!), mas acabei me perdendo em minhas lembranças remoídas, então vou finalizar este post por aqui e escreverei outro contando como os canadenses foram perdendo espaço no meu coração e como os americanos que visitavam o parque Lincoln tomaram o lugar deles. Vou explicar o título do post, que tem tudo a ver não só com este, mas com a próxima postagem também e dar minhas impressões sobre o último CD deles. E isso aí, comentem!
Como roqueira sou uma piada!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Hoje é um novo dia...

Salut les gens,


Este post carece de seriedade, então se você abriu esse blog para ler algo interessante, desculpe perdeu seu tempo. Antes de ir ao assunto principal, eu gostaria de contar a vocês como foi meu réveillon. Lá pelas 10:45 da noite a luz acabou na minha casa. Corremos para a rua e constatamos que o blackout tinha sido em todo o bairro. Eu então liguei para a Elecktro e ninguém me atendeu. Aí bateu o desespero, iriamos entrar em 2012 no escuro!! Já tínhamos desistido quando faltando 10 minutos para a meia-noite a luz voltou e o ano novo chegou iluminado. Aquele 2011 zicado deu seu último suspiro com esse apagão.






Mas como 2011 ficou para trás e hoje é um novo dia de um novo tempo que começou, vamos as boas notícias: depois da odisseia da minha internet, eu resolvi cancelá-la, e tenho uma dívida a menos (hell yeah!) com isso sobra mais um dinheirinho pra fazer aquelas coisinhas que gosto com ir ao cinema. Resolvi fuçar a net para saber quais são os filmes de 2012 e descobri que antes do apocalipse no dia 21 de dezembro teremos filmes ótimos que valem a pena. Então fiz esta lista (que está baseada no meu gosto pessoal, então pode reclamar porque não aparece "Amanhecer" aqui) dos filmes que eu gostaria de assistir este ano. 


1- Os Vingadores


Este é um dos filmes que eu não tenho motivo mas quero assistir. Eu não assisti Homem de Ferro (bem que eu queria), nem Capitão América, nem Hulk, muito menos Thor (que é o mais besta dos heróis da Marvel). Mas quero ver o trabalho que foi feito para unir esses heróis em uma mesma história. Tenho medo de ter ficado um lixo, mas não posso julgar antes de ver....



2-MIB - Homens de Preto III


Eu sempre gostei deles, e quero conferir a continuação.



3- Homem Aranha (acho que Espetacular Homem Aranha em português)

Este é meu herói americano preferido, na minha humilde opinião ele é melhor que o Batman. Eu fiquei muito decepcionada com aquela versão cinematográfica anterior porque achei que eles não souberam explorar bem os vilões e aquele Peter não era tão espirituoso quanto o dos quadrinhos. Esta nova versão terá Gwen Stacy como par romântico do Peter e não a Mary Jane (que era irritante com Kirsten Dunst), Gwen pra quem não conhece "alterna" com MJ o papel de namorada do Peter dependendo da versão (principalmente nas animações).



4- Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Este é o mais badass dos heróis que eu conheço, Gotham me conquista por ser tão sombria e seu herói segue a regra em combates com vilões esquizofrênicos (me gusta!). Este é um filme que por mais ruim que esteja (veremos) ainda vai me agradar bastante, porque eu sempre gosto dos filmes do homem morcego.


5- Motoqueiro Fantasma: O Espírito da Vingança

Outro da lista "assisti o anterior, quero ver o próximo". Apesar do ódio geral à Nicolas Cage, eu gostei da história do primeiro filme (é, pode se dizer que gosto de coisas sobre o diabo, kk).

6 - The Hunger Games (Jogos Vorazes)

Este sim é um filme que tenho motivos para assistir, primeiro porque é baseado em um livro, segundo porque este livro faz parte de uma série (prepare-se para ver gente falando "a saga jogos vorazes"), mas ao contrário das atuais séries que estão ganhando filmes, a história de Jogos Vorazes é bem mais interessante (sem vampiros gays), e como eu não tô muito afim de explicar, veja o que a Wikipédia tem a dizer. Com uma temática dessas espero assistir um grande filme e quem sabe me empolgar para ler os livros (posso até virar fã, mas vai ser difícil tomar o lugar de LOTR no meu coração) . 



E por último, porém mais importante, está o filme que eu já falei aqui antes e por isso não vejo necessidade de descrever minha paixão por esses pequeninos e seu fantástico universo mais uma vez. É ele mesmo, O Hobbit, filme que pode nem estrear no Brasil se o mundo acabar em dezembro (qual sua tese? a minha é de invasão alienígena, LOL) mas que eu  morreria feliz só de pensar que o veria.









sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mais um post do qual me arrependerei (ou balanço 2011)

   Fim de ano é época de contemplar a desgraça passada e fazer promessas levianas para o ano seguinte. Comigo não foi diferente, após curtir um maravilhoso almoço de natal preparado pela minha mãe para meu irmão e eu (é, minha família não é das mais unidas) e sofrer com uma tarde tediosa sem internet, tive a genial ideia de fazer um balanço do meu 2011. Sinta se a vontade para parar de ler aqui, pois por mais que eu revise este texto, ainda sobrarão lascas da minha depressão, pitadas do meu otimismo aprendido em animes e da minha infantilidade emocional. Ok, let’s go!

   Começando por aquilo que é tanto uma benção quanto uma maldição: estudos. É, 2011 foi o momento de duvidar das minhas escolhas e aprender a ser forte. Afinal, eu nasci pra ser administradora? O terceiro semestre foi desastroso, pois vi todos os meus planos construídos na minha ilusão colegial irem por água abaixo no momento em que percebi que trabalhar e estudar não são uma boa combinação. O cansaço fez minhas médias caírem bastante e as DPs foram a consequência da minha falta de ânimo, pensei em desistir e ir para design. Mas meu orgulho é maior que meu sofrimento, né mesmo Polly? Não foram duas DPs que me fizeram desistir de administração, não foi meu cansaço que me fez desistir dessa porra, afinal matemática não é tão difícil assim, o problema é a minha base, mas deixa isso pra lá... Vamos ao 4º semestre com a coragem de um “Lunago” e vamos nos estabacar novamente com um sorriso no rosto, afinal meu objetivo foi marcado, e como eu chegarei até lá não importa tanto. Se eu me formar e tiver aprendido o suficiente para designar minha profissão o que me importam as médias? Acho que isso é paranoia de quem foi a mais "CDF" da classe do fundamental ao médio, e nunca tinha visto um zero tão de perto. #nerdfeelings

Futura capa do livro de Cléo Medina
   Agora análise profissional. 2011 foi o ano de estagnação, indignação e reflexão. Estou no mesmo estágio há um ano e três meses e não tenho aprendido muito desde o sexto mês, mas tenho contas para pagar e o ambiente em que trabalho é dos mais agradáveis, não tem pressão, e não tem inveja (como em outros lugares em que trabalhei), o pessoal é super “gente fina”, mas não é o que eu busco como profissional, quero poder ser desafiada de vez em quando e ter grana no fim do mês para comprar meus mangás ou ir ao cinema. É chato pra caramba saber que o seu salário é suficiente para pagar suas contas, e só. O que me deixa frustrada é o fato de que estou a quase um ano tentando uma vaga em outra empresa e nunca chego a lugar nenhum, sempre tem um “probleminha” que estraga minhas chances de enfrentar o mundo corporativo.

   Em compensação, em 2011 fiz amigos maravilhosos. Quando entrei na universidade, meus vizinhos invejosos disseram: “Lá no Mackenzie só tem patricinha, um monte de mauricinho, você vai ser excluída...”. A mina mais “paty” que eu conheço do Mack se chama Bião (LOL, foi brincadeira). Agora, falando seriamente não vou mentir que existem pessoas arrogantes, mas são uma minoria. Uma boa parte do pessoal é firmeza, sem frescuras.

Por fim gostaria de desejar um feliz ano novo a todos os que tiveram coragem de ler isto, especialmente às pessoas citadas no parágrafo dos amigos.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Semana da Provas Finais

Hi gente linda que ainda lê isso,


  Estive sumida mas foi por um bom motivo. Estava enfrentando a desgraçada semana de provas finais! Some a isso minha preguiça de escrever qualquer coisa uma vez que provas do tipo teste são proibidas onde estudo e passei duas semanas dissertando sobre psicologia, economia, marketing, etc.
  Ao fim da jornada tive a ideia de fazer este post que é um pouquinho diferente dos anteriores pois eu resumi minhas experiências em desenhos. Desconsidere a falta de técnica e o fato de ter sido feito a lápis e não estar colorido, lembre-se que estudo administração e não artes como meu colega Marinho (aliás se quiser ver arte de verdade sugiro dar uma conferida no blog dele). Desconsidere também a minha falta de habilidade para desenhar cachinhos como os meus e eis a razão dos penteados aleatórios.

Clique na imagem para vê-la maior

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Devaneios de uma hobbit

Hi,

   Esta semana eu tô com uma preguiça desgraçada de escrever um post (semana de provas finais começam amanhã) por isso não vou escrever muito. Bem, estava eu peregrinando pela net quando encontrei esse vídeo que é um "vlog" dos bastidores do filme "O Hobbit", OMG, O Hobbit é simplesmente a história que precede "O Senhor dos Anéis"!!


Pontos a serem comentados:
  • Os 13 anões não são anões o_o
  • Serão dois filmes: The Hobbit: An Unexpected Journey (O Hobbit: Uma Jornada Inesperada) The Hobbit: There and Back Again (O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez).
  • O Gollum (Andy Serkis) envelheceu  mas Gandalf (Ian McKellen) não (FTW!)
  • Bolsão, que saudades!!
  • Mal posso aguentar para ver o Smaug (a animação), em LOTR eu estava curiosa para ver os olifantes, e ficaram maravilhosos, sei que o pessoal da animação não vai me decepcionar.
  • Ai, elfos da Floresta Negra! (elfofilia detect)
  • E finalmente, fui com a cara desse Bilbo (Martin Freeman), melhor que o tiozinho da trilogia.



   Tá, confesso, sou uma fangirl de LOTR, meu Twitter comprova isso (@AndreiaBolseiro). Sou tão louca que li O Hobbit antes de O Senhor dos Anéis, o que, de certa forma me ajudou a amar mais este universo tolkieniano (ainda não li Silmarillion, mas isto é questão de tempo). As minhas expectativas com O Hobbit são altas porque Peter Jackson já mostrou sua habilidade na trilogia LOTR, que aliás, é um dos poucos filmes baseados em livros que assisti que não fogem do livro, ou omitem partes importantes (como Harry Potter), mantendo se fiel nas 9 horas de história lol.
  Pra finalizar eu encontrei o trailer do filme (English knowledge required):


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu não deveria fazer este post, mas agora já é tarde

Publiquei isso no meu mural do Facebook, mas vou publicar aqui também!!






   Uma longa e triste história:

Sábado minha internet Oi (3G) parou de funcionar do nada, até aí tudo bem, as vezes ela dá uns trecos desses. Domingo continuava sem rede, mexi e remexi (fiz todos os procedimentos, inclusive reinstalar o modem) mas nada adiantou, cliquei no ícone de ajuda e lá dizia que se 
nenhum procedimento funcionasse eu deveria ligar para a Oi, que estaria disponível 7 dias por semana, 24 horas por dia.

Liguei a manhã de domingo inteira, e depois que eu passava daquele atendimento automático para falar com um atendente, simplesmente eu ficava um tempão naquela musiquinha irritante (me distraí numa das tentativas e acabei ficando 10 minutos com a musiquinha na orelha!!).

Segunda e terça a mesma história (acho que liguei umas 20 vezes), sem atendimento e sem internet. Me revoltei e liguei para Anatel (se precisar o nº é 1331) e reclamei, a Anatel me deu um prazo de 5 dias para a Oi resolver meu problema.

Ou seja ficarei uma semana sem internet (desculpa aí quem me mandou parabéns, mas eu estava involuntariamente offline), pagando o absurdo de R$ 90,00 por mês por uma rede que fica caindo eu não tenho nem um atendimento decente!!

Se houver algum analista de mídias sociais da Oi lendo isso, saiba que acabou de perder uma cliente!!!!

Essa tirinha do @diogosalles retrata
minha saga



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Você sabe onde estão a razão e a coerência na música brasileira?

  Hoje em dia qualquer um pode ser músico, pode ser compositor, enfim qualquer moleque vesgo pode sair por aí cantando coisas do tipo:


  "Te dei o Sol,
  Te dei o Mar
  Pra ganhar seu coração;
  Você é raio de saudade;
  Meteoro da paixão"

  
Quê?! Tipo Meteoro de Pégasus?

Tirinha garbosa do Eremita do Iceberg, o blog que revive a nossa infância noventista com muito humor.




   Usando-se da licença poética, "compositores" desse tipo praticam a ignorância para deixar suas músicas "legais". "Tá, isso é visível, mas aonde você quer chegar com isso?" deve estar se perguntando o leitor e eu vos apresento a triste realidade daqueles que cabulavam aula para fazer cover de bandas estrangeiras.
   Começando pela sensação do sertanejo universitário (WTF) Paula Fernandes:


  "Eu quero ser pra você
   A lua iluminando o sol"

   Nani? Até onde eu sei a lua não tem luz própria, e é o sol quem a ilumina, e a todos os outros planetas. Dê uma olhada aqui. Ô dona Paula, um pouquinho de ciências não faz mal a ninguém!
   Agora os emos gaúchos do Fresno:

   "Eu sempre me lembro daquele verão
    Final de novembro e você ainda não sabia se gostava de mim"

   Verão em novembro?? Podemos ver aqui, que dependendo do ano o verão inicia em um dia diferente, mas nunca em novembro. Se era para rimar poderiam ter usado dezembro que é bem mais coerente.
   Tá que a música em geral  não está indo bem ("TiK-ToK, on the clock but the party don't stop") mas vamos ao menos nos esforçarmos para não escrever idiotices. Como eu já disse em outro post, Lennon e Russo se contorcem em seus túmulos cada vez que isso é tocado nas rádios. E você leitor, se lembrou de alguma pérola da música (de qualquer país)? Escreva nos comentários.



IGNORÂNCIA, NÃO VAMOS PASSAR ADIANTE.







*Este post foi rascunhado em uma folha de sulfite e guardado dentro de um livro de Direito Trabalhista, que foi estupidamente esquecido na sala de aula. Graças ao Fabrício, eu pude recuperá-lo. Thank you, guy!


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vamos dar uma chance às dinâmicas de grupo

Salut,

Este post é bem específico pra você que, como eu, está em busca de uma vaga no mercado de trabalho (especialmente meus colegas da facu) e que tem se defrontado com as temidas dinâmicas de grupo.
Só este ano eu participei de seis dinâmicas e ao contrário de que ando vendo por Facebooks da vida, não considero as dinâmicas um sofrimento ou calvário, considero-as como um aprendizado. E é este ponto de vista que eu gostaria que vocês adotassem. O quê eu quero dizer é que na dinâmica temos uma oportunidade de colocarmos o conhecimento adquirido na universidade em prática e ainda absorver um conhecimento prático, uma expertise, da dinâmica empresarial durante a realização das tarefas. Além disso, podemos aprender com pessoas que não são da nossa área (sempre participei de dinâmicas com pessoas que faziam outros cursos) e formar uma boa network.

Não passar em uma dinâmica não significa que somos ruins, só que não temos o perfil da empresa, ou demos bobeadas que jovens em início de carreira como nós não nos damos conta. Enfim, não passar na dinâmica o fará refletir em pontos que talvez você tenha pecado e o tornará mais maduro profissionalmente.
Para ajudar quem está nesta luta ou pretende enfrenta-la, vou mostrar pontos que eu errei (como eu disse, a gente acaba refletindo) e como superei isso.

O primeiro ponto é ser bem atento àquilo que se está sendo proposto e uma leitura detalhada do case, pois a não compreensão do que se está fazendo poderá ferrar (olha como eu tô light hoje) seu trabalho. Pode parecer besta, mas em certa dinâmica que participei, um garoto ficou com dúvida (talvez pelo nervosismo) e quase prejudicou o grupo.

Segundo ponto, na hora da apresentação pessoal, tente ser sincero, claro e tranquilo, pois você está falando de você!! Uma dica que dou é você fazer um esquema mental do que você dirá (priorizar suas características profissionais, as baladas que você frequenta ou a sua comida favorita podem ficar para depois) para não se perder no que estiver falando e esquecer que tem formação técnica (como essa blogueira aqui já se esqueceu certa vez), por exemplo.

Agora uma dica de ouro, sempre fale!! Não importa que o tempo seja curto e o grupo é grande, fale, explique, se expresse!! Eu já tive este problema e perdi uma ótima oportunidade em uma multinacional (sei que é difícil de imaginar eu quieta, mas as circunstâncias eram desfavoráveis). Em outra dinâmica que eu estava, um garoto muito inteligente (que deu quase todas as ideias do grupo) não falou e a coordenadora do processo deu o feedback para ele, durante a própria dinâmica, por dó talvez, dizendo que esperava ouvi-lo mais.

E por falar em dar ideias, quando forem propostos cases desse tipo não fique só olhando os outros darem ideias, aja, fale, por mais estúpida que seja sua ideia (certa vez fiz uma dinâmica com estudantes de publicidade, e fiquei tão coagida pela quantidade de ideias elas propunham que fiquei muda, só anotando).

Além disso, sempre que for possível, assuma a liderança do grupo. Sei que é difícil pensar em liderar pessoas que você nunca viu antes, mas se esforce em fazer o grupo trabalhar junto, respeitar o tempo e finalizar a tarefa, pois um grupo sem líder, ou alguém para executar aquelas famosas funções do administrador poderá ficar confuso, desorganizado e conflituoso. Porém, se você não tem esse perfil de líder (estranhamente eu consigo liderar bem grupos só de homens, no entanto se tiver pelo menos uma garota, já encontro dificuldades XD), não tente inventar um, note quem no seu grupo está mais próximo disso e apoie-o.

Por fim, se você nunca trabalhou ou estagiou e pretende colocar um pouco daquilo que o Fayol dizia em prática (ou qualquer outro desses tiozinhos teóricos) e aprender de maneira mais prática as tretas do dia-a-dia das empresas, inscreva-se nos programas de estágio da vida (mesmo sem a pretensão de passar, vai que dá certo) e vivencie essas experiências. E use o que você aprender lá na sua vida. Aproveite também para fazer contatos (pegando o Facebook dos outros candidatos, por exemplo) e já comece a formar uma network com pessoas que ao contrário dos nossos colegas da turma, fazem cursos diferentes e vem de universidades diferentes expandindo seus contatos (que sempre é bom). That’s all folks!


Olha os tiozinhos clássicos aí!!


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Continua inútil depois de um ano...

Olá,

Hoje (atrasado graças à minha excelente banda larga da Oi, que não carregava de jeito nenhum o blog e a uma semana inteira de provas parciais) o “O que em vem a cabeça” está completando um ano!! E apesar de não ser um blog popular, com mais de oito mil visitas como um de certo otaku louco, está de pé, esperando o fim do mundo em 2012.

Primeiramente, eu gostaria de agradecer àqueles que acreditam nessa porra aqui (é, isso mesmo, tipo aqueles “Thank yous” intermináveis do Oscar). Gostaria de agradecer minha mãe, que mesmo não dando a mínima para o quê faço, também não me proíbe de fazer nada. Nada mesmo.
Agradeço também àquela que é minha companheira de aventuras pelo centro de Sampa, minha BFF e atual sócia Polly.
Agradeço aos meus colegas da facu, Angélica, que um dia será diretora das organizações Globo (um poço de ternura), Yago, que será presidente do Banco Central (esse tem o dom para economia), Léo que terá sua própria empresa de publicidade ou uma concorrente de peso da Starbucks (o mais sagaz da turma F) e Bião, da qual não vejo um futuro muito bom (talvez ela se torne sócia de alguma igreja evangélica :-P).
À minha prima querida Stephanni (que provavelmente será o orgulho da família ao contrário de mim).
E por último, mas não menos importante, aos blogueiros Henrique do blog Henrique Abrantes (ele também manja das putarias conhecida como Moratolândia). André do Youkai Soul (um blog bipolar) e ao
Mateus e o Julio
M e Accelerator do Otaku Louco (o blog que tem os reviews mais motherfuckers da blogosfera).
Tenho que confessar que fui bem ingênua quando decidi começar essa bagaça. Pensei que teria muitos comentários, várias discussões, debates controversos, mas o blog não funcionava. Depois de um tempo percebi que não era assim. E fiquei desanimada, sumi. Mas um CD precioso de uma banda maravilhosa chamada Linkin Park e um comentário fofo do M (e a Polly, é claro) me fizeram reassumir essa tarefa ingrata de falar ao vento.

"Todos ama super herói"
Pra mim Spiderman > Batman
Todos ama super-herói

Porém, o nome deste blog não está sendo respeitado. Quando decidi colocar “O quê me vem a cabeça” ao invés de “Alienada Cultural”, minha intenção era falar sobre tudo (e todos), mas assim como no Facebook, fico assustada com as proporções gigantescas que o quê for postado aqui possa ganhar na internet (vai entender as pessoas). Por isso me acanhei um pouco em postar aqui assuntos polêmicos (não, não são mamilos, estou falando sobre religião, opção sexual, preconceito racial) e sobre a minha vida (eu já vivi um tempo razoável e vi coisas que até mesmo ele, o Ilustríssimo senhor Capeta duvida).

Então minha proposta para o “O quê me vem a cabeça” daqui pra frente é torná-lo um blog bem mais pessoal, bem mais essencial, e, se você que lê isso está achando que ficará chato, bem, não posso fazer nada, mas se você quiser acompanhar as aventuras de uma menininha de menos de 1,5 m de altura na universidade e suas memórias mais escrotas, bem, é aqui mesmo que você deve aparecer.

Se quiser discutir a maneira artificial que os jovens da classe média enxergam a vida e como o jovem da periferia é alienado. Se quiser descobrir como vejo Deus, o que penso sobre a sociedade contemporânea e seus valores. Se quiser ler contos e crônicas e possivelmente poemas, ou até ver alguns desenhos (sem técnica). Ou mesmo Ler minhas impressões sobre livros, filmes e CDs (ou até músicas) e tudo mais que minha criatividade (ou falta de bom senso) deixar escapar é aqui, nesse bloguinho sem-vergonha que você poderá clicar!! :-D

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ignorância tem limite!!

Antes de começar eu gostaria de esclarecer que já tenho quase 20 anos, então as “impurezas” que você ler abaixo são totalmente normais para mim (eu pareço, mas não sou criança). E apesar do doce melado do último post, eu também gosto de falar umas semvergonhices besteiras de vez em quando.

Bem, quando eu estava no ensino médio, um dos meus passatempos favoritos era falar sobre
besteiras
“picantes” com meus amigos. Então sempre que temos a oportunidade de nos vermos (coisa rara depois que saímos da escola), acabamos fazendo uma piadinha de duplo sentido, fazendo perguntas maliciosas, esse tipo de coisa que você sabe (não seja hipócrita!!)

Então estava eu lá no Face (haters gonna hate, and I don’t care!!) quando uma dessas amigas do ensino médio postou esse verso que se não me engano pertence ao Djavan. Conhecendo-a como conheço (desde 1997), sei muito bem que “ler” não é a praia dela. Então comentei fazendo uma piadinha maliciosa, pra recordar os velhos tempos:


*Pingo era o meu apelido na escola.
*Pingo era meu apelido na escola

Leia bem os comentários do Marcio e do Davi e me diga, prezado leitor, se não tenho razão quando digo que vivo numa cidade alienada culturalmente? Tudo bem não saber o que significa “Oh, wait” por ser uma expressão em inglês e ser engraçado por ser um meme (o povo mal fala o português e usa a internet só para acessar o Orkut), mas não saber o que Kama Sutra em pleno século XXI, e, detalhe, de supostos “pegadores” que manjam de putaria, ah, me poupe né? Ignorância tem limite!!!

Aff, depois eu sou a chata nerd, mas viver num lugar onde uma referência simples como esta (que envolve sexo, que eu acho que já vem no DNA brasileiro) vira motivo de surpresa e assombro daqueles que são meus amáveis vizinhos, acho que vocês entenderão meu Karma!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dores Crônicas: crônicas by me

Meninos e meninas ohakonbantiwa*,

Esta semana eu estive pensando em escrever algo aqui que pudesse mostrar um lado diferente da minha personalidade (que muitos dos meus amigos não conhecem). O fato de eu escrever num blog mostra o quanto sou apaixonada pelas letras, mas não o suficiente, por isso hoje vou postar uma crônica escrita por mim (preparem-se para vomitar) já que eu adoro escrever e inventar estórias (deprimentes). Se depois de lerem essa porcaria, vocês quiserem me xingar e me convencer de que eu não devo mais tentar fazer isso é para isso que serve os comentários. Se quiserem me agredir pessoalmente, challenge accepted, mas já vou avisando que usarei Kawarimi no jutsu*!

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Era o dia do aniversário dele e ela estava tão ansiosa em vê-lo e abraçá-lo felicitando pelos seus 18 anos que mal havia dormido.

Ao chegar à sala de aula sentou-se na carteira ao lado da dele como costumeiramente fazia e assim que ele se aproximou ela exclamou enérgica:

Feliz aniversário!!

Depois deste discurso decorado ter sido finalmente exposto, foi que ela pôde olhá-lo nos olhos e ver sua expressão pensativa e tristonha, até um pouco angustiada.

O quê houve?- perguntou.

A intimidade adquirida através dos anos de convivência diária deixou-o tranquilo para contá-la o que lhe doía o coração. No dia anterior, ele havia surpreendido sua namorada, sua amada, aos beijos com seu primo, seu melhor amigo. Foi como um golpe traiçoeiro que o fez perder o chão. Enquanto narrava isto sua expressão foi ficando cada vez mais melancólica, seus olhos se enevoaram e uma lágrima escorregou por seu rosto.

Ela, penalizada, mal continha sua própria emoção de vê-lo tão frágil sofrendo, sofria também ao vê-lo sofrer, se aproximou do seu rosto e com o polegar afastou a lágrima.

Neste instante suas emoções a confundiram, e estando ali, tão próxima dele, ela não conseguiu esconder mais seu sentimento e o beijou.

Agora, dois anos após ter se apaixonado por ele e secretamente mantido aquele sentimento com medo de perder o amigo fiel que havia conquistado, seu companheiro de sonhos toscos e leituras inúteis, ela sem querer pôs sua amizade em cheque por não segurar dentro de si aquilo que sentia.

E foi aterrorizada por essa ideia que ela abriu os olhos, esperando ver a raiva e a repulsa nos olhos dele, e o viu tão surpreso e confuso quanto ela, com um olhar perdido buscando resposta nos dela.

Quando ela tentou explicar acordou com seu despertador gritando as seis horas. Emocionada com o sonho que teve lembrou-se mais uma vez de parabenizá-lo durante a aula. Ela não sabia, mas aquele sonho foi a última vez que o viu.



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*LOL, desculpa, mas eu tinha que escrever isto.

Pesquise no Google pra saber do que eu tô falando.


Essa é a garotinha mais tÃmida que conheço (pra quem não vomitou ainda, let's go!)
 (pra quem não vomitou ainda, let's go!)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Thousand Suns: a thousand feelings

Hi,
Faz um tempo que eu não apareço por aqui, maaaaas eu tenho um bom motivo. Esse motivo é conhecido como universidade, mais precisa, aulas e mais aulas, conteúdo diverso e denso para ser apreendido em apenas quatro meses, um estágio e meu cérebro virando torrada!!

Toda essa confusão só resulta em uma coisa: cansaço. Aí, quando surge no horizonte um fim de semana, eu, diferente de qualquer universitário comum, não vou para o bar ou para a balada. Meu fim de semana se resume a ficar em casa assistindo anime, ou o jogo do Timão (quando passa na tv) e às vezes estudando. “Por que você não estuda o fim de semana todo?” se pergunta o leitor, e eu respondo: “Vai tentar estudar lá em casa...”

Mas voltando ao blog, depois da encorajada que ganhei do amigo M, resolvi retomar essa bagaça. Durante esses três últimos meses tive algumas ideias de posts mas nenhuma vingou pois como foi supracitado, meu cérebro virou uma torrada.

Então, para voltar sem nenhuma pretensão, resolvi falar da droga altamente viciante que tenho consumido nos últimos meses, o CD “A Thousand Suns” do Linkin Park. Quem conhece a banda, acompanhou sua discografia e escutou este CD deve estar perplexo e até mesmo indignado. Calma, pagodeiro, eu explico.

LINKIN PARK - análise ao "A Thousand Suns" -

O que acontece é que, quando surgiu, no começo dos anos 2000, o Linkin Park tinha uma pegada nu metal, com a junção maravilhosa do rock com o hip-hop. O som era agressivo e as letras transbordavam emoções confusas (quase sempre sombrias) de garotos de 20 e poucos anos.

Porém ao longo da discografia eles foram se transformando lentamente em uma espécie de ativistas experimentadores. O som foi amadurecendo e ganhando peculiaridades. “Minutes to Midnight” já não se assemelhava em nada com “Hybrid Theory”, mas houve aqueles que acreditavam na “recuperação” do estilo LP. Doce engano. “A Thousand Suns” chegou como uma “bomba atômica” aos corações daqueles que sonhavam com aquele tempo mais-que-perfeito do início do século (ai que saudades!).

No entanto, minha reação como fã foi completamente contrária. Ao escutar o primeiro single, eu senti a forte diferença, mas aquela música tão desesperada e ao mesmo tempo entusiasmante não saiu da minha mente (God bless us everyone...). Isso foi na época do SWU e eu estava tão animada para ir, conhecê-los, ouvi-los e gritar “Numb”, que essa música só representava mais uma das bests do LP para mim. Entretanto, a grana (como sempre) não ajudou e eu não pude ir à Itu. Só então eu fui conhecer o “novo CD” do Linkin.

Escutei a primeira vez on-line, que emoção!! Tinha algo naquelas músicas que me deixavam entorpecida. Com meu inglês não muito bom (principalmente para entender rap), fui atrás das letras, nova emoção. Toda aquela revolta, melancolia, crítica e até mesmo culpa salpicadas de esperança, envolvidas em um som muito bem elaborado, maduro e contagiante me faziam sentir como se realmente estivesse sendo consumida pelos mil sóis da radiação nuclear.

Então baixei o álbum e o toquei incansavelmente enquanto preenchia planilhas de análise vertical e horizontal, até conhecer as letras de cor. Pra quem ainda não entendeu (na verdade esqueci de mencionar), “A Thousand Suns” faz referência à radiação de mil sóis gerada pela explosão nuclear, em uma citação das escrituras hindus. Os títulos das músicas também fazem essa referência “The Radiance”, “Burning in the Skies”.

Pra concluir eu gostaria que você que lendo aprecie o clipe da música “The Catalyst"


Comentem!!!